NO MOMENTO FRÁGIL QUE O MUNDO VIVE, OS ANALISTAS DO COMERCIO DA MACONHA TENTAM SE INFILTRAR. INCONSEQUÊNCIA ANTECEDE O ATO!

No final da década de 80, curiosa para entender o que motivava pessoas a comprar produtos indiscriminadamente, estudei profundamente sobre psicologia do consumidor.

Uma das aulas ministradas por mim, quando trabalhava como psicóloga no CEAD RJ (conselho estadual antidrogas do Rio de Janeiro), era “ a interferência da mídia no uso de drogas”.

Esse sempre foi um tema de meu interesse, pois durante os atendimentos, o que mais escutei foi usuário convivendo com “lobos em pele de cordeiros”.

Hoje dia 23 de março, envolvida com relatos ansiosos e depressivos de pessoas assustadas que me procuram pelo “confinamento” por conta do Coronavírus, vejo que por trás de alguns, há uma “sociedade” envolta na ganância. Em tempos de clausura, e total impotência diante das contas que não param de chegar, alguns mais espertos e menos atentos ao valor da vida, continuam preocupados com os lucros, independente das consequências da SAÚDE de seus consumidores.

Aos esquecidos e aos que eram muito jovens a época, relembro aqui do momento que estudiosos divulgaram uma enormidade de estudos sobre os malefícios e uso indevido da bebida alcoólica, enfatizando o alcoolismo como doença. Nesse momento, ironicamente, a indústria cervejeira “amiga” dos seus consumidores, criou a cerveja “sem álcool”. mantendo assim a memória acesa para um breve intervalo. Alguns fabricantes, ainda mais hipócritas, colocavam uma tampinha de papel alumínio para “proteger” os clientes das bactérias possivelmente causadas por ratos animais, quando ao mesmo tempo, ratos humanos, atuavam preocupados com a queda de suas caixas registradoras. Se o cuidado era legítimo, por que será que as indústrias de refrigerante não protegeram também as criancinhas?

Fiquei estarrecida e confesso com o coração muito apertado quando li a reportagem em destaque no jornal o globo on-line de hoje.

Com quarentena, demanda por maconha dispara nos EUA”



Nas entrelinhas, minha mente registrou a preocupação com a queda das vendas, causada por usuários apavorados com o pulmão. E como todo “lobo em pele de cordeiro”, avisam que: nas entrelinhas, minha mente registrou a preocupação com a queda das vendas, causada por usuários apavorados com o pulmão. E como todo “lobo em pele de cordeiro”, avisam que:

De acordo com a Headset, no dia 16 de março as vendas de maconha recreativa registravam alta de 159% na Califórnia…” e continuam dizendo que “os consumidores estavam mais focados nos itens comestíveis, em vez dos produtos para fumo, talvez pela preocupação com os efeitos do novo coronavírus sobre o sistema respiratório. Os pedidos de itens comestíveis subiram 18%, enquanto o de flores da planta caíram 21%, segundo a Weedmaps.”

Quer dizer, uma propaganda descarada de uma droga cujo uso recreativo é ilegal no nosso país. Sei que sou impotente diante de uma sociedade permissiva, afinal, sempre disse e reitero que não tenho nada contra quem usa drogas, mas tenho tudo a favor de quem quer parar.
O “analista” do mercado de maconha recreativa, Bill Kirk, chega ao requinte irresponsável de dizer, como está na reportagem, que aposta no aumento do consumo por causa do isolamento das pessoas e diz “O vício de escolha quando se está sozinho é a maconha. O vício de escolha para grupos é o álcool”

Que mentira deslavada! Que descalabro!

Se não fosse a crueldade promovida pela ganância seria um ato de insanidade, parece que uso de droga saiu da categoria saúde e entrou para moda.

Esse relato chega a ser um CRIME, na minha opinião. Uma propaganda indevida da maconha para tempos de “confinamento”. Se aproveitar de um momento de dor e desespero dos seus clientes querendo agora induzi-los a usar sozinhos. Nem todos tem esse hábito. O que era propagandeado antes era o uso em grupo para provocar risos e viagens descontraídas. Agora para tirar vantagens do momento de dor incentiva o uso solitário.

A maconha é uma droga alucinógena e depressora, e como tal, dependendo das circunstâncias em que o usuário se encontra, seu uso, pode desencadear uma paranoia constante, que já é péssimo, e resultar no que chamam “bad trip” (viajem ruim).
A questão é que , essa “bad Trip” que antecede medo e confinamento, pode culminar num sério risco contra a vida. Estou realmente preocupada.

Há estudos que apontam para a diferença entre usuários:
“cada um vivencia a Bad trip de uma forma diferente”.
E colocam que: “as práticas discursivas produzidas sobre os pensamentos, sentimentos e expectativas antes da bad trip sugerem circunstâncias propensas para a ocorrência desse efeito indesejado”.

Ou seja, fumar maconha em meio a uma pandemia assustadora, onde a paranoia já permeia os pensamentos de alguns, elevará ainda mais os casos de urgência numa “Bad Trip”.

Os hospitais estão lotados e os profissionais de saúde estão exaustos e inevitavelmente assustados com a pandemia. O que será que essa indústria se propõe a fazer para atender os seus clientes com paranoias e “bad trips” nesses mesmos hospitais lotados de pacientes com COVID 19?

As consequências vem sempre depois e infelizmente tardam a chegar nos verdadeiros responsáveis. Fica para nós a reflexão sobre o que pode ocorrer em tempo de confinamento compulsório, tempos de corona.  

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